terça-feira, 27 de dezembro de 2016

Born in 2016


                                          Video- 0:44 min

No passado mês de Outubro, vi esta gaivota juvenil que se destacava dos outros pela excessiva pigmentação escura das suas penas.

Podemos concluir, com segurança, que esta ave pertence à espécie Larus fuscus.
Após uma demorada observação e dado que este ano vi muitas gaivotas juvenis desta espécie, pensei em verificar as eventuais divergências na plumagem, na cor das patas e do bico, das aves nascidas em 2016, mas em diferentes latitudes.
Logicamente que as diferenças não poderiam ser significativas. Ainda assim, quero partilhar convosco este trabalho expondo aqui fotos de indivíduos nascidos em 10 regiões europeias diferentes.


Belgium










Agradecimento: Aos Centros de Anilhagem 











segunda-feira, 19 de dezembro de 2016

Holland Gulls [4]

Gaivotas da Holanda [4]



Larus fuscus
Gaivota-d'asa-escura | Lesser black-backed gull |Goéland brun | Gaviota sombria

- Anilha - W[UJ]
- Anilhador - H. Keijser & Roland-JanBuijs 
- Idade quando anilhada: >4 cy
- Data e local da anilhagem – 11.05.2012 - Europoort (Dintelhaven), South-Holland
- Data e local da última observação: 07.10.2016 – Praia de Matosinhos, Matosinhos, Portugal



Quadro de observações anuais
ANO
JAN
FEV
MAR
ABR
MAI
JUN
JUL
AGO
SET
OUT
NOV
DEZ
*
2012




Ring





1
2
3
2013


1


1



1

1
4
2014

3
1

1



1
3
1
6
16
2015
2

2




2

1
2
3
12
2016
1
5
1





4
1


12

Observações na Holanda
Observada em Espanha
Observada em Portugal
* Numero de observações anuais registadas

Observadores:
Na Holanda: Roland-Jan Buijs; H. Keijser; M. Loeve; Leo Snellink
Em Espanha: Miguel Moreno; José Sánchez; Rafael Palomo; Robert Locusse
Em Portugal: Michael Davis; José Marques

Locais de registo

Curiosidades migratórias:
- Os únicos registos em Portugal aconteceram no mês de Outubro, em 2015 no sul (Algarve) e em 2016 no norte (Matosinhos);
- Todos as observações registadas em Espanha foram no porto de Caleta de Vélez na Província de Málaga;
- A constância dos registos mensais permitem concluir que esta ave deve passar o inverno na Andaluzia (sul de Espanha);
- Os dois registos em Portugal parece indiciar que a rota tomada entre o locar de invernação/reprodução é feita pela costa Atlântica da Península Ibérica (?);
- Parece claro que esta ave, todos os anos, regressa ao local de nascimento.

000-000

Agradecimento:

A história de vida desta ave foi disponibilizada por: Buijs Eco Consult B.V. 

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quinta-feira, 15 de dezembro de 2016

Cormorant on Leixões Harbour

Corvos Marinhos em Leixões



Portugal recebe todos os anos milhares de Corvos-marinhos-de-faces-brancas (Phalacrocorax carbo) que aqui encontram condições de sobrevivência no Inverno e preparam o ciclo seguinte, o da reprodução.
Provavelmente devido ao aumento do habitat disponível e sobretudo ao crescimento das populações no centro e norte europeus, a população invernante no país tem vindo a aumentar de forma continuada nos últimos 30 anos.


Localmente, vamos verificado o aumento da população invernante no estuário do rio Douro e particularmente, a colónia de cerca de meia centena (2016) de aves que inverna dentro da área do Porto de Leixões.
Aqui, não vai faltando peixe e o alimento dos Corvos-marinhos é sobretudo a tainha (Mugil cephalus) e a cavala (Scomber scombrus) que capturam sem concorrentes, a não ser algumas gaivotas famintas que tentam roubar o peixe no momento em que a ave vêm à superfície para o engolir.


Embora sabendo que a maioria das aves que invernam em Portugal sejam oriundas de países que marginam o Mar do Norte, (ver mensagem anterior) sempre tive curiosidade de saber a proveniência das aves que invernam em Matosinhos.
Este ano observei na colónia duas aves portadoras de anilhas metálicas. Com alguma dificuldade, consegui tirar algumas fotos que me permitiram registar a sua origem.
Descobri que uma delas foi anilhada na Dinamarca mas ainda não consegui obter o numero da anilha.


A outra é este individuo finlandês que voou mais de 3000 quilómetros para chegar até aqui.

  

Aqui ficam alguns elementos do histórico desta ave:

Espécie: Phalacrocorax carbo

Anilha metalica: MM41210

Anilhador: Juha Pikkarainen (University of Helsinki)

Local e data da anilhagem: Pohjanmaa,Vaasa,Finland-05.06.2016

Local da observação: Porto de Leixões,Matosinhos,Portugal


Por cortesia de Juha Pikkarainen (Ringer), posso partilhar duas fotografias tiradas em Maio que mostram o ambiente reservado onde nidifica a colónia de Vaasa.







+info  



 Distância de Vaasa a Matosinhos = 3142 kms (linha recta)

Agradecimento:  a Juha Pikkarainen pelas fotos e a LUOMUS-Ringing Center - University of Helsinky, Finland pela informação prestada.

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sábado, 10 de dezembro de 2016

Gaivotas em Terra (5)


Depois que se esgotou a cota de pesca de sardinha do ano, é notória a redução da população de gaivotas no Porto de Leixões, principalmente o numero de aves migratórias que, na ausência de comida em quantidade, rumam a outras paragens. Não fosse a enorme colónia de Gaivotas-de-patas-amarelas (Larus michahellis) residente e a população de gaivotas seria, significativamente, mais reduzida.
Todavia, nem tudo é mau. Esta calmaria dentro do porto permite apreciar melhor alguns pormenores de algumas aves e dar mais atenção a outras espécies que, normalmente, não encontramos por aqui com anilhas coloridas.
Permite ainda, se as condições de luz forem favoráveis, obter fotografias não possíveis de conseguir nos dias de actividade intensa nos cais de atracagem dos barcos de pesca.
O reduzido numero de aves anilhadas, permitiu que esta semana eu dedicasse um dia a espécies invernantes, principalmente, a dois espécimes bastante díspares, embora sendo ambas Larídeos.
As espécies em causa foram o Gaivotão-real (Larus marinus) que é a maior gaivota do mundo e o Guincho-comum (Larus ridibundus) que é uma das mais pequenas da família.














         Gaivotão-real (Larus marinus)
Embora se misture frequentemente com outras gaivotas distingue-se pelo seu grande porte.
Invernante raro em Portugal, é uma espécie costeira que se encontra sobretudo no litoral norte sendo menos frequente no sul do país.
A sua observação ocorre normalmente isolada ou em pares e, raramente, em grupos superiores a três aves.
O melhor período para a observação destas aves em Portugal é entre Novembro e Fevereiro.

Estatuto em Portugal Continental: Invernante, Pouco comum


em Dezembro

em Março












     Guincho-comum (Larus ridibundus)
Esta espécie ocorre em Portugal como invernante e pode ser observado entre Julho e Março.
É uma gaivota relativamente pequena muito abundante em Portugal embora não cative muita atenção dos birdwatchers. Todavia quem observar esta espécie ao longo do ano, notará que as aves se tornam mais atraentes a partir de Março, quando os adultos ficam com o capuz cor de chocolate.
Estatuto em Portugal Continental: Invernante, Muito abundante.



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